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Vivia na longínqua Rússia um famoso fundidor de sinos chamado Sergei Vassilevitch Varbaratov. O som dos seus sinos era de tal forma harmonioso que, sempre que tocavam, até os anjos paravam para os escutar.
Sergei Vassilevitch era casado com uma mulher alta e robusta de nome Natalia Sofia e tinham dois filhos. Um chamava-se Leonid Michail e era um rapaz de boa índole. Ainda muito novo, já ajudava na oficina. Em pouco tempo passou a conhecer todos os segredos da arte da fundição de sinos. O outro filho, Vladimir Nikolai Varbaratov, era, no entanto, uma criança singular. Fugia da oficina do pai, metia o nariz em livros poeirentos, misturava-se com os criados e criadas, e fazia todo o tipo de experiências com flores, ervas e verduras nos terrenos do pai. “Se fosse alto e forte como o irmão,” suspirava o pai, “ainda podia comprar-lhe uma quinta para ele ganhar a vida…”
Porém Vladimir Nikolai não era alto e forte, mas de compleição frágil, e em nada se assemelhava a um agricultor. Não sabendo o que fazer com o filho mais novo, o pai elevava muitas vezes os olhos ao céu e exclamava:
— Só Deus sabe o que há-de ser do rapaz!
— Santa Bárbara, intercede por ele — acrescentava a mãe, dirigindo-se à padroeira dos sineiros.
Assim ia passando o tempo, e as preocupações de Sergei Vassilevitch cresciam de ano para ano. Certo Inverno, um enviado do Czar chegou a casa de Sergei Vassilevitch: este deveria apresentar-se sem demora no castelo. “De certeza que se trata de uma encomenda para um novo sino”, pensou Sergei Vassilevitch. Satisfeito, vestiu a sua bela pele de marta e seguiu no trenó rumo a Moscovo, onde o Czar o esperava em pessoa. Mas desta vez não se tratava de um sino. Pelo contrário, o Czar referiu-lhe um grave problema: os Tártaros atacavam constantemente as aldeias fronteiriças, pilhavam os campos e as pessoas.
— Estão cada vez mais ousados — rugia o Czar. — Não sei como proteger o meu reino.
— A minha arte também não é de grande ajuda neste caso, Meu Senhor — disse Sergei Vassilevitch. — Os sinos anunciam a paz e não a guerra.
— Tens razão — admitiu o Czar — mas diz-se por todo o país que ninguém sabe tanto da arte de fundir metal como tu. Peço-te que me faças um canhão tão grande e poderoso que nenhum na Terra se lhe iguale. Quero colocá-lo no vale por onde entram os Tártaros. Há-de estrondear como um trovão e, como um raio, derrubar os inimigos. À vista das suas balas, os Tártaros serão obrigados a fugir de volta para as montanhas.
— Nunca fiz nenhum canhão, Meu Senhor — objectou a medo Sergei Vassilevitch.
A hesitação do fundidor de sinos não agradou ao Czar.
— Mas posso tentar, seja lá como for — acrescentou Sergei rapidamente ao ver a expressão de descontentamento do Czar.
Passou semanas e semanas a fazer planos juntamente com o filho mais velho. Quando a Primavera chegou, estava preparado. O molde de barro foi cozido e acendeu-se o forno. O minério estava pronto para ser derretido. No dia da fundição, o Czar veio pessoalmente na sua carruagem doirada, acompanhado por alguns generais, ver o que Sergei Vassilevitch projectara.
Com enormes caçarolas verteu-se para dentro da forma uma grande quantidade de minério. Os gases sibilavam ao sair pelas aberturas do cano. Finalmente, ao cabo de muitas horas, o metal arrefeceu e o molde foi cuidadosamente partido. Apareceu então o maior e o mais impressionante cano de canhão que o mundo alguma vez vira. A superfície estava coberta com as mais esplêndidas figuras em relevo. O Czar apreciou minuciosamente aquela obra de arte. O que maior admiração lhe causou foi a imagem de Santa Bárbara. Desenhada na parte de trás do cano, com uma das mãos apoiava-se numa torre, enquanto na outra segurava um ramo em flor.
— Se o canhão não fosse tão urgente por causa da ameaça dos Tártaros — disse o Czar — só por esta imagem de Santa Bárbara teria um lugar de honra no meu castelo. Será baptizado com o nome de Canhão de Santa Bárbara.
— Isso não vai agradar muito a Santa Bárbara, que bem sabe como são amargas as guerras e as mortes violentas — não pôde deixar de murmurar Natalia Sofia.
O cano foi içado com um guindaste e fixado à carreta, à qual foram atrelados dezasseis fortes cavalos, que só ao fim de grande esforço conseguiram pôr aquele monstro em andamento. O Czar voltou-se para Sergei Vassilevitch e disse:
— És um grande mestre da fundição, Sergei Vassilevitch Vabaratov. Criaste uma obra magnífica, por isso quero satisfazer um desejo teu. O que desejares, ser-te-á concedido.
Sergei Vassilevitch reflectiu longamente. O olhar poisou no filho mais novo, Vladimir Nikolai, discretamente afastado.
— Meu Senhor, agradeço-vos essa mercê. Tenho, de facto, um grande desejo. O meu filho Vladimir Nikolai, que ali vedes, não é dotado para a fundição. Não sei bem o que fazer com ele, o que me causa muita pena e aflição. Se o tornásseis coronel do canhão de Santa Bárbara e dos artilheiros, retirar-me-íeis um grande peso.
Os generais que acompanhavam o Czar riram-se daquele desejo.
— O prometido deve ser cumprido — disse no entanto o Czar.
E Vladimir Nikolai foi vestido com um faustoso uniforme e calçado com macias botas de couro. Montado no seu cavalo malhado, parecia mesmo um pequeno coronel. Por sorte, pertencia ao grupo dos artilheiros um velho cabo experiente que percebia do ofício. O canhão foi posto em andamento juntamente com setenta e sete pesadas balas e dois carros a abarrotar de sacos de pólvora. Vladimir Nikolai não se voltou para os pais uma única vez, para que não lhe vissem as lágrimas.
 
A Rússia é um país vasto como o céu. Só ao fim de muitas semanas é que o grupo chegou com o seu pesado canhão ao vale por onde os Tártaros costumavam passar quando invadiam o país. O canhão foi colocado numa colina suave no meio da erva. Reinava lá do alto como um violento dragão feroz, cintilando ao sol. O cabo mandou construir uma sólida torre onde armazenou os sacos de pólvora e as setenta e sete balas de canhão. Também colocou vigias para darem sinal no caso de se aproximarem grupos de Tártaros.
Vladimir Nikolai não mostrava grande interesse por todas aquelas coisas. Caminhou em volta do canhão, desfazendo a terra escura com os dedos enquanto murmurava para si:
— A terra está repousada e é boa. É terreno ideal para trigo doirado.
Ocasionalmente aparecia um Tártaro, e por vezes dois ou três, montados num pequeno cavalo. O cabo achava, que por tão poucas pessoas, não valia a pena carregar o canhão. Em vez disso, preferia exibi-lo, vangloriando-se:
— Com um único tiro, o canhão de Santa Bárbara mata uma centena de pessoas, ou mais.
Mandou trazer da torre uma das setenta e sete pesadas balas para que a admirassem e lhe tocassem. Os Tártaros, no entanto, não se atreviam a aproximar-se do canhão. Aquela arma admirável impressionava-os imenso e nas suas tendas relatavam pormenorizadamente o que viam. Naquele ano não houve um único ataque em toda a região. Entretanto, os soldados de artilharia tinham cavado uma fonte, construído casas de madeira com cercas coloridas em redor. Embora continuasse a brilhar como ouro puro, o canhão era limpo uma vez por semana. Finalmente todos os trabalhos terminaram. Os artilheiros deitavam-se preguiçosamente ao sol e alguns já tinham ganho barriga. Os dezasseis cavalos também se tinham tornado mais redondos, pesados e preguiçosos.
O Inverno chegou. De repente, Vladimir Nikolai começou a andar numa azáfama. Na aldeia mais próxima encontrara um bom ferreiro ao qual mandou fazer sete arados a partir de sete balas. Para avivar o fogo da forja, o ferreiro espalhava ocasionalmente alguma pólvora pelas chamas, mas apenas o suficiente para não fazer a casa ir pelos ares. O cabo autorizara: setenta balas continuavam a ser suficientes.
Assim que a Primavera afastou o Inverno, Vladimir Nikolai arrancou os soldados da vida ociosa que levavam. Mandou-os atrelar os arados aos cavalos e arar a terra que se estendia até perder de vista. A maioria dos soldados tinha nascido no campo e sabia abrir sulcos em linha recta. A mando do Coronel, espalharam sementes de grãos de trigo cuidadosamente escolhidas. Ao fim de pouco tempo, o canhão encontrava-se no meio de uma ondeante e loura seara. O tempo ajudou Vladimir Nicolai. Em finais de Agosto já a colheita estava concluída e o grão malhado. Mas onde guardar tão abundante colheita? Sem hesitar, Vladimir Nicolai mandou retirar todas as balas da torre e guardou os sacos de pólvora numa barraca de madeira. Em seguida, fez armazenar o cereal na torre.
Os Tártaros vinham cada vez com mais frequência. Durante todo o ano tinham observado o que os soldados faziam. Vladimir Nikolai foi afável. Ofereceu-lhes trigo, pois a colheita fora tão grande que nem em três anos os soldados e os dezasseis cavalos a consumiriam.
— Não querem também semear algum grão? — perguntou certo dia Vladimir Nikolai aos Tártaros que tinham ido buscar alguns sacos de cereal.
— Vamos perguntar — e saíram a galope.
Um dia mais tarde, chegaram muitos desconhecidos montados nos seus pequenos cavalos. O Cabo deu ordem para se carregar o canhão a toda a pressa. Mas, na barraca, a pólvora humedecera e o canhão nunca daria tiro algum. Também não foi necessário. O Príncipe dos Tártaros cavalgava no meio da sua multidão de aparência selvagem, magnificamente vestido com peles e trazendo ao pescoço uma corrente de garras de urso.
Vladimir Nikolai recebeu-o amavelmente, ofereceu-lhe um copo de vinho e perguntou:
— Então, o que tencionam fazer? Também vão arar a terra, semear e colher?
— Gostaríamos de cultivar a terra mas não podemos fazê-lo com as mãos. Não temos arados nem sementes — respondeu o Príncipe Tártaro.
— Isso resolve-se depressa. — prometeu Vladimir Nikolai.
Mandou fundir quarenta e nove balas para fabricar arados. “Agora só fico com vinte e uma balas de canhão e nem uma migalha de pólvora seca,” pensou o cabo, muito preocupado. “Esperemos que os Tártaros não nos ataquem.” Os Tártaros nem em tal pensavam. Na Primavera, começaram a arar e a semear, e finalmente puderam colher o seu próprio cereal. Mas nas suas tendas não havia lugar para tantos sacos de grão e começaram a construir casas sólidas. Vladimir Nikolai deu ordem aos soldados para os ajudar. Os soldados acabaram por reconhecer que os Tártaros não eram tão assustadores como tinham pensado. Alguns chegaram até a casar-se com bonitas mulheres tártaras.
— Porque é que assaltavam as aldeias? — perguntavam de vez em quando os soldados.
— Foram a fome e a necessidade que nos obrigaram — responderam.
E alguns confessaram que fora também o gosto pela aventura.
Ao fim de três anos, o Czar enviou um mensageiro. Vladimir Nikolai Varbaratov foi promovido a general e recebeu uma medalha de ouro, pois durante todos aqueles anos não chegara a Moscovo uma única queixa de ataques por parte dos Tártaros. Mais tarde, o Czar ordenou que o canhão de Santa Bárbara fosse levado para o seu castelo, onde ainda hoje pode ser visto. Os artilheiros escolheram então Santa Bárbara para sua padroeira, pois um canhão que nunca tenha de disparar balas é o sonho de paz da maioria dos soldados…
O Czar chamou Vladimir Nikolai à corte e nomeou-o seu conselheiro.
Sergei Vassilevitch Varbaratov e a esposa, Natalia Sofia, estavam felizes com os dois filhos e não sabiam de quem estar mais orgulhosos, se do robusto fundidor de sinos, Leonid Michail, se do inteligente fundador da paz, Vladimir Nikolai.
 
 
Willi Fährmann
Folget dem Stern
München, Omnibus, 2004
(Tradução e adaptação)
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 After three hours in the operating room, President Cristina Fernandez was operated successfully in the thyroid carcinoma. Activists, political leaders and the general population of Argentina was waiting for the health of the head of state.
Luego de tres horas y media en el quirófano, la presidenta Cristina Fernández fue operada con éxito de un carcinoma en la tiroides. Militantes, líderes políticos y la población argentina en general estuvo expectante por el estado de salud de la jefa de Estado.

Fue el vocero presidencial Alfredo Scocimarro quien informó oficialmente que la operación de Cristina “se realizó sin inconvenientes ni complicaciones”. En ese momento hubo aplausos y festejos de quienes presenciaron en el lugar el parte médico.

Tras casi cinco horas de internación y más de tres horas de cirugía, Scocimarro  dijo que la presidenta está despierta y recibirá los cuidados posoperatorios en un área de cuidados generales” Soccimarro informó además que el próximo parte será mañana al mediodía.

El próximo parte médico se dará mañana cerca del mediodía.


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أقر أنا محمد السيد العتر ، طالب بكلية الإعلام أنّي بلطجي ، وأني شاركت في معركة محمد محمود ضد قوات الأمن .


(1)

بدأت حكاية تحولي إلى بلطجي ، حين سمعت عن ما حصل لأهالي شهداء ثورة 25 يناير ، الذين كانوا معتصمين في صينية ميدان التحرير . عرفت عن ما حدث من سائق تاكسي .. أخبرني أن قوات الأمن هاجمت أهالي الشهداء " العواجيز " دون سبب يذكر ، وأخبرني - على الرغم من أنه سائق - أن الأهالي لم يسببوا باعتصامهم أي أزمة مرورية ، ثم أكمل : مش فاهم ليه الداخلية ضربتهم ؟

بدوري كإنسان شعور البلطجة لديه يتنامى قررت النزول والتحول النهائي لبلطجي ، كان عدد المتواجدين في الميدان عشرة آلاف بلطجي كلهم قرروا أن يعتصموا وأن يمنعوا قوات الأمن من دخول التحرير .

لم أكن وحدي ، كنت واثنين آخرين ، وهما البلطجيين محمد بلال ، وهو مهندس ، والبلطجي الثاني هو عبد الله كمال ، وهو صحفي ومترجم . فور شعورنا بإحساس البلطجة قررنا أن نتماهى داخل ذلك الشعور وأن نعزز من انتمائنا للبلطجة فذهبنا إلى شارع محمد محمود ، وتفاجأنا بعدد كبير للغاية من البلطجية يقذون الحجارة على قوات الأمن ، فشاركناهم قذف الحجارة ، وشممنا ما يكفي من غازات القنابل المسيلة للدموع واللعاب والروح . صديقي البلطجي المهندس محمد بلال أغمى عليه ، وأنا كدت أن يغمى عليه . قررنا العودة إلى المنزل على أن نعيد مزاولة البلطجة في الغد .


(2)

كان مساء يوم الأحد ، قابلت أنا ومحمد بلال صديقنا عبد الله كمال ، كان وجهه مشوهاً بسبب الخرطوشة التي أخذها في وجهه ليلة أمس بعد أن تركناه . بالطبع ولأن عبد الله كمال بلطجي فقد قرر على الرغم من إصابته أن يعود مرة أخرى إلى محمد محمود وهو يقول : " وإيه يعني .. ده أنا مت موتات أحلى من كده بكتير " . صدقوني إحساس البلطجة لا يفوقه أي إحساس .

خضنا معركة قوية في شارع محمد محمود ، نكر ونفر ، نقذف بالحجارة فيردون علينا بالقنابل المسيلة للدموع والخراطيش ، وطوال الوقت هناك الكثير من البلطجية المصابين حولك ، يُنقلون إلى العيادات الميدانية . تكرر مشهد الدماء كثيراً لدرجة أنك كبلطجي ينتابك بين الحين والآخر شعور حقيقي بالرغبة في اللحاق بهؤلاء الذين سبقوك إلى السماء .

في الأوقات التي كنت أختنق فيها للغاية بسبب الغاز لم أكن أرتعد أو أخاف كنت على يقين طوال الوقت أن هناك العديد من البلطجية من حولي والذين لن يتركونني أموت وحيداً على الرصيف ، طوال الوقت هناك من يسعفك بالخل ، أو بخليط الماء والخميرة .

في هذا اليوم رأيت بلطجي مصاباً برصاصة في رقبته ، وآخر مصاباً في بطنه ، وشاهدت لأول مرة العديد من البلطجيات ، كنّ يتقدمن في الصفوف الأمامية يحملن لنا الخل والخميرة ، والكمامات ، والقطن .

تركنا الميدان يومها وعدنا إلى المنزل لنعيد الكرة في اليوم التالي .


(3)

كان يوم الاثنين .. خرجنا سوية نحو الميدان ، وفي شارع محمد محمود كان البلطجية يصلون العصر ، فصلينا معهم العصر . أمامنا كان صف من البلطجية الآخرين الذين كانو يحموننا من أي محاولة غدر من قوات الأمن التي كانت قد أعلنت الهدنة .
لم تستمر الهدنة طويلاً ، ففي الركعة الثانية بدأ إطلاق الذخيرة بكل أنواعها من قبل قوات الأمن ، أنهينا الصلاة .. أنهيناها وكلنا نبكي، لا من الخوف .. في الحقيقة كنا نبكي لسبب ما لم نكن نعلمه ، وأظن أن جميعنا لم يهتم لمعرفة السبب ، أو قرر أن السبب يفوق قدرته على استيعابه . ربما كنا نبكي من الخوف ، وربما كنا نبكي لأننا لم نلحق بالذين سبقونا نحو السماء .. وربما كنا نبكي لأن لا شيئ يدفعنا إلى تهاتفنا هذا على الموت ، وكنا لانزال نتهاتف .

وقتها كانت كل الأسباب والتفسيرات غير مهمة ، أو أنها كانت فوق قدرتنا على استيعابها . الشيء الوحيد الذي كنا نعلمه ، بل كنا على يقين منه هو : اللهم إنا مظلومون فانتصر ، وكان هذا هتافنا فور أنهينا الصلاة .

تقدمنا فوراً إلى الصفوف الأمامية ، لم يكن في الأمام سوى القليل من البلطجية كنت واحداً منهم ، تقدمت .. أمسكت بحجر وألقيته .. لم يصبهم ، أمسكت بالآخر وألقيته .. لا أعلم إن كان أصابهم أو لا ، وكنت في كل مرة أركض إلى الأمام حتى أصبح وحدي أمامهم، ألقي بالحجر وأعود وأنا على علم بأنه يمكن في أي لحظة أن أسقط مدرجاً بالدماء ، ولكن دافعاً ما قوياً جعلني لا أرتعد .
أتقدم مرتين وثلاثة وأرمي بالحجر فيصيبهم أولا يصيبهم .. لا يهمني .. ولا أعلم في الحقيقة ما كان يهمني وقتها ، كل ما كنت أعلمه وقتها أن الله مطلع علي وهو راضٍ عني ، ولعلي سأقابله لا بشيء إلا بذلك الموقف .

ربت عبد الله كمال صديقي البلطجي على كتفي ، وتقدم للأمام ، فتقدم من خلفه البلطجية .
عبد الله لا يجيد رمي الحجارة ، وعلى الرغم من ذلك لم يترك المقدمة أبداً ، وكان وجوده بجواري يبعث إلي بالطمأنينة ، وكان البلطجية إذا ما فرّوا من الرصاص أو الغاز كان يقف أمامهم وهو يصرخ فيهم فيعيدهم إلى مواقعهم في الصفوف الأمامية .

أصيب عبد الله يومها في رأسه .. فجأة اختفى ثم عاد وعلى رأسه ضمادة ، فسألته عنها ليجيبني : نيران صديقة . وهو مبتسم ولا يزال يكرر : مش هممني يا ولاد الوسخة .. أنا مت موتات أحلى من كده بكتير .

كان طوال الوقت هناك فتاة في الأمام .. أعرفها جيداً ، وقابلتها عدة مرات لكني لا أتذكر اسمها ، ترتدي ثوباً أسود وتلثم وجهها بشال فلسطيني ، لم تبرح الصفوف الأمامية ، حتى لما كنا نحن الشباب نفر من ويل القنابل ، والرصاص والخراطيش ، كانت تظل ثابتة تبحث عن مختنق أو مصاب . وكان هناك سيد عجوز ضخم ، ملتحي ، ويرتدي ثوباً بنياً ، يقف في الأمام ويمنعنا في الفرار من المعركة ، ثم يحمسنا ، ثم يلتحم معنا في خط المواجهة .

بلطجية الأولتراس كانوا دائماً ما يرفعون من روحنا المعنوية بهتافاتهم .. وظهورهم كمجموعة منظمة يركضون إلى الأمام يشاركون في إلقاء الحجارة وأحياناً الملوتوف ، ثم يعودون مرة أخرى ينظمون أنفسهم ، ليعيدوا الكرّة .

عرفنا أن قوات الأمن حاولت الالتفاف من شارع باب اللوق ، وأن معركة حامية الوطيس تدور هناك ، والعديد من المصابين سقطوا ، فلحقنا بها .
هناك أصبت برصاص مطاطي أو خرطوش لا أدري ، ولكني أتذكر أصوات ارتطامها وأني شعرت بها تصيبني في فخذي .

افترقنا أنا وعبد الله كمال ومحمد بلال بسبب الكر والفر ، وقابلت عبد الله ... عبد الله ماذا ؟ .. لا أدري ، ولا أعرف عنه أي شيء آخر سوى أننا تقابلنا وتعرفنا أيام اعتصام الثورة الأولى . تقدمنا سوياً ثم افترقنا بسبب الذخيرة التي كانت تطلق علينا . عدت أنا إلى الخلف وفقدته ، لأراه بعد لحظات محمول على دراجة نارية ورأسه كلها مغطاة بالدماء . لا أدري ما حدث له ، ظننته استشهد .. فبكيت.

عدت إلى قلب الميدان وقابلت محمد بلال وعبد الله كمال مرة أخرى ، وظللنا بعض الوقت في قلب الميدان . وهناك أوقفنا شخصان تعرفا على عبد الله كمال .. لقد كانا من المصلين في الجامع الذي وقف فيه عبد الله كمال يوم 28 يناير يخطب في الناس بعد الصلاة : سيد الشهداء جمزة ورجلٌ قام إلى إمام جائر فأمره ونهاه .. فقتله . خرج يومها بمظاهرة عددها 100 ألف في شبرا ، كانت بدايتها الجامع الذي خطب فيه الناس .

افترقنا مرة ثانية أنا وبلال وكمال ؛ أنا وبلال ذهبنا لشراء أدوية للمستشفى الميداني ، وعبد الله قرر أن يبقى .
بعد ساعتين أو ثلاثة جاءني اتصال من موبايل عبد الله ، والمتحدث هو أسامة .. الذي لا أعرفه .. أخبرني أن عبد الله مصاب ، وهو في مستشفى القصر العيني .
تذكرت كل الشهداء الذين قتلوا أمامي في محمد محمود ، تذكرت الذين فقدوا أعينهم في باب اللوق ، تذكرت صديقي الذي غطى الدم رأسه كله ، ثم تذكرت عبد الله كمال وهو يبتسم ويقول : أنا مت موتات أحلى من كده بكتير . وبكيت .

في الحقيقة لم يخفف عني ألم الخبر وصدمته إلا  عبد الله نفسه ، حين ذهبنا إليه في المشفى كان لا يزال في الاستقبال .. الرصاصة لازالت في ساقه ، وجرحه لازال ينزف ، وظهره أيضاً ينزف ، وساقه متورمة ومصابة في أماكن مختلفة .. وكان يضحك .

 (ولاد المرة قعدوا يضربوا علي خراطيش ورش حتى بعد مااضربت بالرصاصة في رجلي وكنت بزحف .. والناس كلها تخلت عني )

لم أستطع البكاء ، على الرغم من أنه الوقت الأنسب لذلك ، لكن سببا من تلك الأسباب التي لم أفهمها منعتني عن البكاء .


(4)

كان يوماً ملحمياً ، بل كلها قصة ملحمية . تعرفت على نفسي أكثر في ذلك الوقت ، وأدركت جيداً أنني أحب الحياة ، أكثر مما كنت أتوقع . لم أدع الله أن يرزقني الشهادة ، ولكن كنت أرجوه أن يحسبني شهيداً إذا ما شاء أن أموت .

لازالت صور الموت تؤثر في ، ولكن وبعد تلك الملحمة ازداد تأثيرها . وأدركت جيداً أن لاشيء أياً كان يبرر التعامل مع الإنسان على أنه غير ذلك .


أقرّ أنا محمد السيد العتر .. إنسان .. أنّ شيئاً ما فيّ تغيّر للأبد ، بعد ملحمة محمد محمود ، وإصابة صديقي الأعز وأخي وملهمي عبد الله كمال



ملحوظة:
هناك أشياء لا تحكى من ضمنها ما حاولت جاهداً أن أحكيه هنا ، وأنا واثق أني فشلت في ذلك . وهناك أشياء لم ولن أستطيع حكيها .
وهناك أشياء حين تكتبها يوجعك قلبك ، وربما تبكي .. لا تعرف السبب ، ولكنك لا تخجل من بكائك .
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